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Secretária do Trabalho dos EUA demitiu-se, anuncia a Casa Branca
Lori Chavez-DeRemer, secretária do Trabalho dos EUA, está de saída da Administração Trump, anunciou a Casa Branca esta segunda-feira.
A secretária do Trabalho norte-americana assumiu funções em março de 2025 e torna-se assim a terceira mulher a abandonar a Administração Trump em poucas semanas, após as saídas forçadas da secretária da Segurança Interna, Kristi Noem, e da Procuradora-Geral, Pam Bondi.
Vários dos seus assessores, incluindo a sua chefe de gabinete e a subchefe de gabinete, tinham já renunciado nos últimos meses, na sequência de uma investigação interna sobre alegações de má conduta no departamento.
De acordo com o New York Times, Lori Chavez-DeRemer foi ainda alvo de três queixas dentro do ministério, apresentadas por funcionárias que a acusam de ter mantido um ambiente de trabalho tóxico. Em fevereiro, o NYT citava fontes próximas ao processo e documentos policiais para apontar que o seu marido, Shawn DeRemer, havia sido proibido de entrar no ministério depois de ter sido acusado de assédio sexual por pelo menos duas funcionárias.
Sabe-se para já, com a saída da secretária do Trabalho, que será o seu adjunto, Keith Sonderling, a assumir o lugar de secretário interino.
De acordo com a Casa Branca, "a secretária do Trabalho Lori Chavez-DeRemer vai deixar a Administração para ocupar um cargo no setor privado"
De acordo com a Casa Branca, "a secretária do Trabalho Lori Chavez-DeRemer vai deixar a Administração para ocupar um cargo no setor privado"
Labor Secretary Lori Chavez-DeRemer will be leaving the Administration to take a position in the private sector. She has done a phenomenal job in her role by protecting American workers, enacting fair labor practices, and helping Americans gain additional skills to improve their…
— Steven Cheung (@StevenCheung47) April 20, 2026
Chavez-Deremer assumiu o cargo na Administração há cerca de um ano, em março de 2025, após ter servido na Câmara dos Representantes durante dois anos.
Vários dos seus assessores, incluindo a sua chefe de gabinete e a subchefe de gabinete, tinham já renunciado nos últimos meses, na sequência de uma investigação interna sobre alegações de má conduta no departamento.
De acordo com a AFP, a própria secretária do Trabalho, agora de saída, enfrentou várias acusações em tempos recentes.
Considerada próxima dos sindicatos, em oposição a posições de numerosos patrões que compõem a equipa da Administração Trump, o seu mandato ficou marcado pelo despedimento e saída forçada de milhares de funcionários do ministério que chefiou, uma realidade que não afetou apenas o Trabalho mas muitos outros departamentos desde o regresso de Donald Trump à Casa Branca em janeiro de 2025.
Foram entretanto uma série de escândalos recentes a precipitar a saída de Lori Chavez-DeRemer. Segundo o New York Post, a governante é alvo de uma investigação por relação "inapropriada" com um subordinado. É também acusada de consumir álcool no seu escritório durante os dias de trabalho, bem como de fraude, por supostamente ter inventado deslocações oficiais que se teriam transformado em viagens de lazer com a família e amigos.
Foram entretanto uma série de escândalos recentes a precipitar a saída de Lori Chavez-DeRemer. Segundo o New York Post, a governante é alvo de uma investigação por relação "inapropriada" com um subordinado. É também acusada de consumir álcool no seu escritório durante os dias de trabalho, bem como de fraude, por supostamente ter inventado deslocações oficiais que se teriam transformado em viagens de lazer com a família e amigos.
Há cerca de três meses, a Casa Branca considerou "infundadas" todas essas acusações.
De acordo com o New York Times, Lori Chavez-DeRemer foi ainda alvo de três queixas dentro do ministério, apresentadas por funcionárias que a acusam de ter mantido um ambiente de trabalho tóxico. Em fevereiro, o NYT citava fontes próximas ao processo e documentos policiais para apontar que o seu marido, Shawn DeRemer, havia sido proibido de entrar no ministério depois de ter sido acusado de assédio sexual por pelo menos duas funcionárias.